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terça-feira, 29 de maio de 2012

Vídeo-aula: 08

Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial.
Prof.ª Kátia Amorim
Falar em inclusão é um tema delicado e os professores se sentem despreparados, mas esse processo não é recente e não é imposição; é sim reivindicação.
No início temos educação de tutores para educação de classes distintas e depois passamos a ter escolas com classes de alunos, e as escolas que surgem como escolas especiais, surgem como especificas para cada tipo de deficiência.
Em 1961 surgem leis para garantir os direitos dos excepcionais.
Em 1819/1824 a escrita Braille começa a ser elaborada.
No Brasil, mais especificamente no Rio de janeiro, vai ser criado o Instituto Benjamin Constant para cegos, em 1854.
A educação nessa época era para poucos e não era gratuita, com pouquíssimas escolas, com ensino de tutoria.
Em 1847, vamos ter a primeira escola para professores no Brasil, assim vemos o panorama que estamos colocando a educação em geral e a educação especial em contexto.
Em 1920, 41 crianças entre 1000 frequentavam o ensino primário.
A população que frequentava na década de 1940 era baixíssima com alto índice de analfabetismo.
Assim começa-se a investir na educação, em paralelo as pessoas com deficiências começam a reivindicar um lugar junto a educação e passasse a ter um conjunto de instrumentalizações e instituições que pudessem dar suporte a essas pessoas.
 Na época pós-guerras passasse a discutir a questão dos direitos humanos.
Nos anos 50 começa a ter curso para professores de crianças surdas, cegas, etc.
Na década de 1970 o estado começa a assumir de fato esse papel de pensar em ações para os indivíduos com necessidades especiais, com auxilio do CENESP (Centro Nacional de Educação Especial). Porém ele ainda esta separado da educação, trabalhando em paralelo.
Movimentos vão surgindo e crescendo, que lutam por direitos.
O CENESP passa a ser cada vez mais ligado ao campo da educação e a educação especial começa a se entrelaçar com a educação regular.
O ponto alto é a Declaração de Salamanca, Espanha (1994), onde foi discutida uma estrutura de ação que levasse a uma equalização de oportunidades para pessoas com deficiência.  A discussão foi tão intensa e que ela avança e reporta o direito de educação para todos, e a escola deveria incluir todas as crianças, independente de suas necessidades e diversidades; a escola deve se adaptar as crianças.
O que muda com a declaração de Salamanca, é que não se propõe uma reforma técnica, mas uma busca de compromisso e disposição pela mudança de paradigma na educação, no exercício dos direitos humanos.
Isso leva no Brasil uma série de resoluções e diretrizes.

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