Bem-vindo(a)! Este blog foi criado como uma ferramenta de avaliação para o Curso de Especialização Ética, Valores e Cidadania na Escola, oferecido pela Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vídeo-aula: 20

VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO

Prof.ª Flávia Schieling

Essa vídeo-aula aborda a questão da violência nas escolas e os tipos de violência.

1ª Questão: Não é fácil falar sobre violência, mas não é impossível. A violência emudece, desarranja discursos, perturba a ordem.

2ª Questão: Sensação de que a violência tomou conta do mundo, se instaurou na escola, virou fatalidade.


A violência é um problema social. O que fazer com relação à violência?

Para saber o que fazer com relação à violência é primeiro descobrir qual é a queixa, fazendo um diagnóstico e direcionar possíveis formas de ação, estabelecendo conexões.

Há múltiplas formas de violências na escola, por isso tem que se perceber com exatidão o que está acontecendo realmente, possibilitando assim um diagnóstico mais preciso (instrumentalizar) e possibilitando também alguma forma de atuação.

Quando se trabalha com as violências que acontecem no cotidiano da escola, percebemos que há uma generalizada, que diz respeito às violências do entorno da escola, que entram na escola. Exemplo: gangues, tráfico de drogas, etc.
Não são produzidas pela escola, mas estão na escola.

Mas não podemos ignorar que há muitas escolas que estão em territórios violentos, e que não são violentas. De alguma maneira conseguiram construir barreiras a essas interpenetrações, a esse ir e vir da violência do entorno e construíram relações com o entorno da escola (escola protegida).

E para isso acontecer tem que acabar com o mútuo desconhecimento, abrir diálogo com a comunidade, estabelecer conexões com a vizinhança a partir de projetos.

Mais um tipo de violência é a violência que acontece nas famílias, essa entra silenciosamente. Exemplo: comportamento agressivo ou apático de um aluno, tem que investigar pois se deve a família.

Por isso, a escola tem que investigar, estabelecer conexões com os membros da família que queiram falar, com o Conselho Tutelar e Área da Saúde.

Outro tipo de violência é a discriminação. Há violências da escola, por exemplo as que aparecem nas falas dos professores e alunos, são violências simbólicas e psicológicas.

Uma das conexões mais necessárias vê a que acontece no interior da escola, com o coletivo de pessoas adulto, que possam trazer para os alunos um cotidiano rico de conhecimento e interesse.

E há uma conexão a ser feita com a Secretaria da Educação, pois a escola não deve estar sozinha no que diz respeito às questões da violência, porque a escola pode fazer muitas coisas, mas não pode fazer tudo.

Vídeo-aula: 19

PODEM A ÉTICA E A CIDADANIA SER ENSINADAS?

Prof.º José Sergio Carvalho
Nesta vídeo-aula o Prof.º José Sergio, aborda as discussões que os filósofos da Grécia Antiga tinham sobre a possibilidade da formação moral dos jovens (alunos).
“Os homens tornam-se bons e virtuosos devido a três fatores, e estes são a natureza, hábito e razão. Ora, a razão e a inteligência são os fins de nossa natureza. Por isso é necessário preparar-lhes a formação e o cultivo dos hábitos. Já disse de que natureza devem ser os cidadãos [...] o resto é obra da educação.
Realmente toda arte e educação esforçam-se por completar o que falta à natureza. Ninguém porá em dúvida que ao legislador incumbe sobretudo, o cuidado da educação...Pois o costume adequado a cada constituição só é defendê-lo e no começo, fundá-lo também...
E sempre o costume melhor é causa de melhor constituição...
É claro, então, que compete às leis regular a educação e torná-la pública.”
Aristóteles
Segundo Aristóteles, uma sociedade democrática formas cidadãos democráticos.

Politikós = colocar a educação a serviço do bem comum que é a cidade.
Pólis = comunidade política que tem os seus interesses comuns, e cabe a educação formar pessoas para lutar por esses interesses comuns.

A preocupação da vinculação entre educação e formação ética, não é nenhuma novidade do discurso escolar, pertence a toda tradição filosófica que discute a formação escolar.
Por isso na Grécia Clássica já se discutia se a virtude podia ser ensinada.
Quando todos estão dentro da escola, surge o debate sobre a moral.
Aquiles e a ‘Arete’ do Guerreiro
A excelência do guerreiro é sua coragem, seu vigor físico, a nobreza de seu caráter – não era concebida com fruto direto dos esforços educativos, mas como uma dádiva ou como um traço herdado.

Apologia de Sócrates / defesa de Sócrates
Sócrates dedicou sua vida a polis e não acumulou bens, dedicou-se a cuidar do público ou privado, e se a formação ética é possível, ele ressalta: quem tem o direito de formar? E questiona:
Quem poderia ser professor de caridade?
Quem poderia ser mestre de justiça?

O ponto que Sócrates quer chegar é esse, quem é mestre nas qualidades de homem ou cidadão?

E a resposta vem de Protágoras (Platão) : A ética na é uma disciplina especializada, são práticas sociais.
A formação ética dos alunos conta com a participação de professores e da instituição escolar. Mas não se esgota nela, a igreja, televisão, a família, todo o entorno social, influencia na formação ética.
Segundo Protágoras, ocupar-se da educação ética é uma tarefa para todos que trabalham, dentro da escola.

Protágoras, diz que o professor ensina através de exemplos, bons livros (literatura), a formação ética não está separada do conteúdo escolar.

A ética a Nicômaco - Aristóteles
Aprendemos ética (virtude) fazendo-a, na prática, exige tempo  e tem que ser demonstrada com exemplos (ações).

Vídeo-aula: 16

A CONSTRUÇÃO DE VALORES E A DIMENSÃO AFETIVA

Prof.ª Viviane Pinheiro

Essa vídeo-aula discute a perspectiva da afetividade como organizadora do pensamento e, desta forma, como parte fundamental na construção de valores. Ao final, apresenta algumas indicações de trabalho com os sentimentos na escola.
Existem duas acepções do papel da afetividade na moralidade na construção de valores:
·         Afetividade como “fonte de energia” para a cognição;
·         Afetividade como um dos aspectos organizativos do psiquismo humano.
Jean Piaget, publicou um artigo em 1953: As relações entre a inteligência e a afetividade no desenvolvimento da criança. Nesse artigo Piaget sinalizou a integração entre inteligência e afetividade. Afetividade para Piaget servia como fonte de energia para a cognição, afetividade assume papel motivacional, mas não modifica a cognição.
Exemplo: Um aluno fracassa em Matemática e isso é um caráter motivacional, pois o aluno vai tomar uma atitude diante do ocorrido, porém não interfere na cognição.
Mario Carretero : cita que tanto a afetividade como a cognição tem gasolina e motor, os dois possuem tanto a motivação como as estruturas.
A afetividade não é só motivacional, ela também organiza o psiquismo humano.
Exemplo: Os sentimentos de vergonha e culpa = relacionados à elaboração de valores.
ASPECTOS QUE OS DIFERENCIAM
VERGONHA
·         Relaciona-se à forma como o outro me vê;
·         Desejo de se esconder ou escapar.
CULPA
·         Relaciona-se mais à auto-avaliação do sujeito;
·         Desejo de confessar, de se desculpar.
ASPECTOS QUE OS RELACIOAM:
·         São sentimentos morais;
·         São tidos como emoções negativas;
·         São atribuições internas mas vivenciadas em relações interpessoais;
·         Emergem da regulação dos valores morais.
Um exemplo de Regulação pelos sentimentos de vergonha e culpa
·         Pesquisa: A generosidade e os sentimentos morais: um estudo exploratório na perspectiva dos Modelos Organizadores do Pensamento (Pinheiro, 2009)
·         Situação de conflito moral envolvendo o valor generosidade foi apresentada aos sujeitos.
A pesquisa foi feita co alunos de uma escola utilizando uma situação de conflito moral.
Situação: Um aluno está mal em uma disciplina, pede ajuda a um amigo e ess amigo se recusa a ajudá-lo.
Nas respostas verificaram-se como os sujeitos exporam seus sentimentos e com seus sentimentos atuaram como reguladores morais ou não.
   Uma parcela dos alunos não envolveu sentimentos de culpa e vergonha (sem sentimentos morais), o valor de generosidade não compareceu nas respostas, quando o sentimento de vergonha e culpa também não.
Outra parcela dos alunos envolveu os sentimentos de culpa e vergonha, assim a generosidade foi envolvida se apresentando nas respostas dos alunos, tem presente o valor de generosidade.
IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS DESSES ESTUDOS CITADOS:
·         Os sentimentos devem ser objetos de conhecimento a ser trabalhado na escola.
·         Não minimizar vínculos afetivos. A amizade esta relacionada com a generosidade e a escola tende a cortar esses laços pelos motivos de indisciplina, mas isso é prejudicial para a questão dos sentimentos.
·         Respeito à diversidade a partir do valor tolerância, regulado pelos sentimentos morais. Sentimentos morais podem ser trabalhados pelos professores, como o valor tolerância.
·         Promoção de um ambiente mais saudável e feliz, em que os sentimentos positivos levam à resolução de conflitos morais para um mundo mais justo e solidário. As pessoas que tem sentimentos positivos, têm uma tendência mais acentuada de resolver conflitos de uma forma ativa e não passiva.

Vídeo-aula: 15

DIMENSÕES CONSTITUTIVAS DO SUJEITO PSICOLÓGICO

Prof.º Ulisses Araújo
Essa vídeo-aula discute a multidimensionalidade constituinte do psiquismo humano, e como as dimensões cognitiva, afetiva, sociocultural e biológica se articulam no funcionamento psicológico para explicar a complexidade de nossos pensamentos e ações.
Em primeiro lugar o professor Ulisses nos leva a refletir sobre uma questão forte que afeta o dia a dia em sala de aula: Quem é o aluno?
A maioria das teorias reduzem o que é o ser humano  aos seus aspectos constitutivos, mas a explicação sobre o ser humano é mais complexa.
Ao compreendermos quem é o sujeito psicológico, vemos que é cada um de nós, cada sujeito, cada ser humano, e não é alguém idealizado mas pessoas de carne e osso, ou seja, pessoas reais.
O sujeito psicológico se constitui na interação com o meio, aonde ele vive, que é composto de coisas, pessoas e uma cultura.
É constituído de um mundo consciente e um mundo não consciente, não é o inconsciente da psicanálise.
Não consciência é tudo aquilo que esta na nossa consciência . Podemos ter milhões de operações ocorrendo no nosso cérebro simultaneamente e que não estão na nossa consciência. Exemplo: Os processos que ocorrem no organismo e não estão no nível da consciência, como processos bioquímicos que nos fazem sentir fome.
Esse processo de não consciência interfere na vida dos sujeitos.
Quatro dimensões que constituem o sujeito psicológico: Biológica, Afetiva, Sócio-cultural e Cognitiva.
Dimensão Biológica: o nosso organismo, dito anteriormente. O funcionamento biológico do organismo é um aspecto constitutivo do psiquismo e interfere na vida do sujeito.
Dimensão Afetiva: afetos, sentimentos, emoções, se constituem em um universo importante do psiquismo e é uma dimensão constitutiva dom ser humano.
Dimensão Sócio-cultural: as crenças existentes na sociedade são influenciadas pela cultura e isso fica armazenado. Existem aspectos dessas crenças e da cultura que ajudam o constituir a nossa identidade, ou nós como sujeitos e por isso tem papel importante no processo do psiquismo humano.
Dimensão Cognitiva: a inteligência, a parte intelectual, que também através do processamento neuronal, no cérebro, influencia na forma como o sujeito se comporta, resolve problemas e como lida no dia a dia com pessoas.
Temos que nos atentar para o fato de teorias que trabalham do ponto de vista da redução (Perspectiva do Iluminismo, da Modernidade) tem a tendência a estudar um desses aspectos constitutivos e considerar isso como sendo o todo.
Poe exemplo, médicos que pegam a questão biológica e vão dizer, querendo explicar todo o funcionamento humano através do cérebro. Explicar que todo o comportamento toda a lógica humana esta no cérebro, se esquecendo que existem outras dimensões.
Outros autores vão querer explicar que tudo é cultura, que a linguagem é que determina nossa forma de pensar, agir, ver o mundo e organizar o pensamento.
Porém os diferentes aspectos da dimensão do sujeito estão bidirecionados (fluidez, interação), estão coordenados, interagindo simultaneamente ao mesmo tempo, não podendo se explicar alguma questão do sujeito apenas enfocando uma dimensão, tem que considerar todos os aspectos constitutivos do sujeito.
O professor tem que olhar para cada aluno como sujeito complexo, portanto, que não tem determinação exata para cada comportamento ou valor, nem tampouco, porque ele quer ou tem um problema neurológico, mas tudo ao mesmo tempo. Esse aluno tem cultura, nasceu em determinada família, tem sentimentos e afetos, tem capacidade intelectual, tem organismo, e esse interage com o mundo o tempo todo.
Com a visão da totalidade do sujeito, olhamos para o nosso (a) aluno (a) de forma diferenciada.

Vídeo-aula: 12

PERSPECTIVAS ATUAIS DA EDUCAÇÃO EM VALORES
Como toda a comunidade escolar pode e deve se envolver na Construção de Valores, colocando isso no cotidiano da escola.
Primeiro fazer articulação entre escola e comunidade escolar, em quatro movimentos, que são:
·         Gestão por meio de fórum;
·         Para “fora” da escola;
·         Para “dentro” da escola;
·         O protagonismo dos estudantes.

 1º Movimento: Fórum escolar de ética e cidadania (todos se articulam na escola para discutir cidadania)

O fórum tem como papel essencial articular os diversos segmentos da comunidade escolar e não escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno das temáticas de ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando de forma específica quatro eixos de atuação: ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social.

2º Movimento: Educação Comunitária
Levar a escola para fora de seus muros, desenvolver projetos para soluções de problemas que envolvem a comunidade.

3º Movimento: Currículo e Cidadania
Os alunos fazem perguntas sobre o que viram do lado de fora da escola, e assim os professores das diversas disciplinas vão trabalhar em cima disso, abordando temas sobre os problemas vistos.

 4º Movimento: Protagonismo Juvenil 
Tanto em seu Projeto Político Pedagógico, como em seu planejamento institucional, a escola precisa considerar a realização de projetos e ações que, ao mesmo tempo, promovam o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantam uma formação política aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma. Exemplo: Rádio Comunitária, Jornal Mural, Teatro, etc. (todos pautados em valores)

Vídeo-aula: 11

PERSPECTIVAS ATUAIS DAS PESQUISAS EM PSICOLOGIA MORAL

A aula aborda conceitos e teorias importantes sobre a moralidade, na perspectiva da Psicologia Moral. Além disso, discute algumas implicações dessas descobertas para o campo da educação.
Prof.ª Viviane Pinheiro
 Prof.ª Viviane Pinheiro diz que a moralidade faz parte da nossa identidade, de quem nós somos.
Os valores se situam na dimensão afetiva. A dimensão afetiva está sempre inter-relacionada com as demais dimensões. Todos os aspectos estão inter-relacionados. Estamos em constante relação com o meio.
VALORES: “Referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmos.” (Araújo, U. A construção social e psicológica dos valores. In: Educação e valores: pontos e contrapontos. São Paulo: Ed. Summus, 2007).
Tudo o que o ser humano gosta e valoriza é um valor. O contra valor é tudo o que o ser humano repudia, não gosta.
Portanto:
§  Sujeitos têm papel ativo na construção de valores.
§  Valores podem ser morais ou não.
§  A moralidade não se guia apenas pelo princípio da justiça.
§  Valores vão se constituindo como centrais e/ou periféricos no sistema moral do sujeito.
§  Importância das situações (contexto) que são vivenciadas pelo sujeito para essa construção.
Valores centrais são aqueles mais importantes para o sujeito.
Valores Periféricos tem caráter fluidor, podem aparecer mais forte ou menos forte, dependendo da situação moral.
Exemplo 1: Responsabilidade X Amizade. Recusa da ajuda de um amigo. O valor de responsabilidade se mostrou central e o de amizade periférico.
Exemplo 2: O valor de amizade é central e o de responsabilidade é periférico. O amigo se sente feliz em ajudar o outro amigo.
§  Existe uma regulação dos valores pelos sentimentos.
§  Os valores integram-se e vão se organizando no sistema moral dos
sujeitos de uma forma hierárquica.
§  A integração dos valores também exerce papel de regulação no sistema moral.
Exemplo 3: O sujeito tem amizade e generosidade como valores centrais e a responsabilidade atua como valor periférico.
Implicação dessas Descobertas para a Educação em Valores:
- Papel ATIVO do sujeito na construção de valores.
- Educação moral, reflexiva e metodologia ativa de aprendizagem (sujeito se coloca no lugar de construtor do seu próprio conhecimento).
- Os valores podem ou não ser morais. Para isto é necessário trabalhar com diversos valores, não apenas com regras e deveres que devem ser cumpridos pelos alunos e alunas.
- Construção e elaboração dos valores como centrais e periféricos e a importância das situações (conteúdos do meio).
- Elaborar sequências didáticas e projetos voltados para a construção de valores pelos alunos e alunas em diversas situações.
- Regulação pelos sentimentos e pela integração de valores. Dentro das diversas modalidades didáticas, incluir a explicitação dos sentimentos e dos valores para compreensão da regulação exercida por eles.

Vídeo-aula: 08

A CONSTRUÇÃO PSICOLÓGICA DOS VALORES
Prof.º Ulisses Araújo (USP)

O que são valores, numa perspectiva psicológica? Como são construídos e quais valores devem a sociedade priorizar nos processos educativos? Estas são algumas das questões abordadas neste vídeo-aula.
§  É possível educar em valores?
§  Como se dão os processos de construção e/ou apropriação de
valores?
§  Quais valores devem a escola ensinar?

Precisamos entender como se dá o processo da educação de valores do ponto de vista psicológico. Porque é possível promover a educação em valores.
Piaget vincula moralidade com questões afetivas, a construção de valores segundo Jean Piaget (1956), : “Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo.”

Quando falo de valor falo daquilo que gosto, segundo a dimensão psicológica. Ela surge da projeção do sentimento. Há pessoas que gostam da escola e outras que não gostam, já que ela não é um valor para elas. A probabilidade da projeção de sentimento que se cria numa relação entre quem cuida de um bebê e do bebê é grande. A forma como acontece a relação entre professores e alunos é um valor. Também projetamos sentimentos sobre nós mesmos. Este processo de construção de valores se dá desde o nascimento até agora. Quantos valores já construímos? Quantas coisas deixamos de gostar?
Os valores são relativos as projeções feitas, não são rígidos, durante toda a vida se constrói valores.
 Os valores e os sentimentos morais  
·         Dependendo dos valores com os quais o sujeito construiu sua identidade, e de seu “posicionamento” central ou periférico, aparecerão os sentimentos morais.
·         Sentimento morais, como a vergonha e a culpa, exercem o papel de regular as relações intra e interpessoais e são experienciados quando o sujeito age contra os valores que são centrais em sua identidade.
“Posicionamento” dos valores na identidade: As pessoas posicionam (ordenam) os valores, alguns colocam em primeiro lugar obter dinheiro e isso é um valor, pois é o objetivo central da identidade. Para outras, a honestidade é um valor. Por outro lado, esse valor pode ser periférico na identidade de alguém. Os valores fluem de acordo com o meio e podem mudar a qualquer momento.

Os valores não são determinados na 1ª infância, as pessoas podem mudar seus valores.
A escola tem que trabalhar valores de forma intencional, focar em projetos e construir valores. Tem que saber como trabalhar valores e quais valores trabalhar (valores socialmente desejáveis). Esses valores tem que ser auto-projeções de sentimentos positivos.