Bem-vindo(a)! Este blog foi criado como uma ferramenta de avaliação para o Curso de Especialização Ética, Valores e Cidadania na Escola, oferecido pela Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vídeo-aula: 07

 Educação e Ética

A aula Educação e Ética procura abordar alguns princípios relacionados ao tema da ética quando aplicado ao domínio da educação. Pensar a ética na escola significa meditar sobre as relações institucionais como um todo: a relação dos professores entre si; destes com os diretores e com os funcionários da escola; a relação entre professores e alunos; e finalmente a relação dos estudantes entre si. A despeito dessa complexidade que o tema evidencia, procurou-se restringir o campo da análise à questão dos procedimentos mediante os quais o docente poderá problematizar o tema da ética e dos valores com seus estudantes. Educar e produzir a cultura especificamente escolar requererá, de todo modo, eleger saberes e valores com os quais se dirigirá o processo de ensino-aprendizado. Meditar sobre isso é o objetivo desta aula.
 Prof.ª Carlota Boto
§   Aspecto da ética na educação escolar: relação de todos os agentes educativos entre si. Existe um coletivo institucional que vai ser dinamizado nessa reflexão sobre o tema da ética.
A escolarização é uma travessia. A escola é uma transição entre a família a vida social. É um ambiente que prepara o jovem para a vida pública, no sentido da associabilidade. Deparamos-nos com conflitos entre liberdade e autoridade. Até que ponto o professor mantêm a posição da autoridade? A criança é regida por regras exteriores e incorporada de maneira que ela construa suas próprias regras e construa a sua autonomia.
A ética se constrói a partir dos exemplos.
A ética e a política na antiguidade (Grécia) seriam campos quase complementares. Platão e Aristóteles escreveram sobre estes temas na vida coletiva. A palavra que corresponde ao universo privado (idion = idiota). Os gregos utilizavam ethos para falar de ética e os romanos utilizavam mores para falar de moral.
Em educação o outro é o nosso aluno, o nosso colega, aquele que não somos nós. Temos que pautar a nossa ação possibilitando uma vida do bem e uma vida digna. Os gregos faziam essa correlação, falando sobre a vida boa e a ação correta.
A ética é sempre construída como um hábito, partindo de exemplos e ações. Vamos nos defrontar com o tema nas relações com os alunos, colegas de trabalho, funcionários da escola e outros. A ética não é um partido que vamos aderir apenas do ponto de vista teórico, pois deve implicar a ação.
Estou falando da excelência moral, pois é esta que ser relaciona com as emoções e ações e nesta há excesso, falta e meio termo. Por exemplo, pode-se sentir medo, confiança, desejos, cólera, piedade e, em todos os casos, isto não é bom: mas experimentar estes sentimentos no momento, em relação aos objetos certos e às pessoas certas, e de maneira certa é o meio termo e o melhor, e isto é característico da excelência. Há também, da mesma forma, excesso, falta e meio termo em relação às ações. [...] A excelência moral, portanto, é algo como eqüidistância, pois, como já vimos, seu alvo é o meio termo.” (Aristóteles, Ética e Nicômaco, p. 42)
Esse trecho do Aristóteles nos leva a pensar nos desafios que dizem respeito à igualdade em lidar com o coletivo dos nossos alunos, porém pelo reconhecimento. Por outro lado, pela diferença. Somente nessa relação entre igualdade e fraternidade podemos preparar com a democracia. Assim, podemos lidar com a formação do comportamento de viver de maneira a não feria o outro.
Cidade e civilidade têm uma raiz etimológica comum. Civilidade é tratar os outros como se fossem estranhos que forjam um laço social sobre essa distância social. A cidade é o estabelecimento humano no qual os estranhos devem provavelmente se encontrar. A geografia pública de uma cidade é a institucionalização da civilidade.” (Richard Sennett, 1988, p. 323 –4)
De certo modo isso nos conduz a ideia de que trabalhar a criança significa trabalhar a educação do adulto perante o mundo. O educador é a referência.
“Age de tal maneira a humanidade, tanto em tua pessoa como na de todos os outros, sempre ao mesmo tempo como um fim, e nunca como um meio. [...] Age de tal modo que  máxima de tua ação possa transformar-se em lei de validade universal.” (Kant. Fundamentação da metafísica dos costumes).
Para saber se a atitude que eu tomo em alguma situação pedagógica me leva a pensar se eu possa transformar uma ação em benefício de todos os outros. Devemos pensar na ética com relação a nós mesmos.
Perguntas da Ética:
§  Como e por que a ação é moralmente correta?
§  Que critérios devem orientar o pensamento?
§  O que devo fazer?
Ação correta:
§  Felicidade de todos
§   Toma o agente virtuoso
§  Acordo com regras determinadas
§  Justificada aos outros de forma razoável
Determinação da ação correta: ética normativa:
§  Que devemos fazer?
§  Qual a melhor forma de viver bem?
Ética aplicada: resolução conflitos práticos mediante princípios ética normativa.
Isso supõe a clareza da ética. Os critérios devem ser esclarecidos através do pacto pedagógico estabelecido. A escolarização veio para ensinar patamares de comportamento (currículo oculto de formação de atitudes). A ideia da autoridade do professor se legitima não pela obediência do aluno, mas por uma regra razoável. Durante muitos anos a infância não se pensava em ouvir a voz da criança e das gerações mais jovens, inclusive dos adolescentes. Nos últimos 100 anos a infância ganhou um lugar social de respeito, ganhando declarações dos direitos da criança, contudo ainda há momentos que se esquece de ouvir as crianças. O aluno precisa trazer o que tem e melhor para a visibilidade da sala de aula. Hoje a escola concorre com inúmeros universos de formação, através das tecnologias, como a mídia e a internet. Esses conteúdos devem ser trabalhados para ganhar um tom formativo. Muitas vezes os educadores têm dificuldades em lidar com alguns alunos em sala de aula, pois a relação de empatia não é óbvia.

ATITUDE INTOLERANTE:

- Dificuldade de Conviver com o Diferente
- Juízos Cristalizados; Generalizações Falsas
- Ideologias e Falsificação da Realidade
- Educação como instância privilegiada para se evitar/corrigir práticas de intolerância

ATITUDE TOLERANTE:

Confiança na racionalidade, na razoabilidade e no direito do outro: RESPEITO E SOLIDARIEDADE.


 Ética da Justiça e Ética do Cuidado: “[...] a ética fala da justiça porque há desigualdade, fala da amizade porque não somos auto-suficientes, fala da democracia porque não existem sábios suficientemente capazes e competentes para governarem sem perigo de se equivocar.” (Camps, 1996, p.11)

Vídeo-aula: 04

A ESCOLA E A CONSTRUÇÃO DE VALORES


O foco dessa aula é mostrar sete aspectos ou sete dimensões diferentes que a escola precisa estar atenta se ela quiser promover efetivamente uma educação em valores.

A escola precisa atuar de forma interdisciplinar, transversal, sobre temáticas que abrangem o dia a dia de toda instituição escolar.

1º Aspecto
1 - Conteúdos escolares

A inserção transversal e interdisciplinar de temáticas de ética, direitos humanos, inclusão social e convivência democrática.
Na prática o currículo não privilegia o trabalho com valores.
É importante incluir no currículo da escola, de forma transversal e interdisciplinar, temáticas como por exemplo, direitos humanos , violência, discriminação, fazendo parte das aulas de Língua Portuguesa, História, Geografia e etc.

2º Aspecto
2 – Metodologias das Aulas

Construção Coletiva
Diálogo
Papel Ativo

Uma das coisas essenciais para o desenvolvimento da moralidade e construção de valores é o aprendizado do diálogo, trabalhar de forma colaborativa, cooperativa, em prol da comunidade, em prol da sociedade.
Existem três características que precisam ser introduzidas nas aulas, dentro das escolas. Que são: Construção Coletiva, Diálogo e Papel Ativo.
·         Construção Coletiva do conhecimento: os alunos têm que aprender a trabalhar coletivamente, cooperativamente (deixar de trabalhar individualmente).
·         Diálogo: implementação do diálogo em sala de aula, metodologias dialógicas, expressar a opinião.
·         Papel Ativo do estudante: aluno protagonista do conhecimento, que busca a informação, pesquisa.

3º Aspecto
3 – O trabalho intencional com valores

Quais valores trabalhar?
Declaração Universal dos Direito Humanos

A escola deve ter a intencionalidade de que os alunos construam determinados valores. A escola precisa querer e inclusive colocar no Projeto Político Pedagógico .
Uma sugestão de valores a trabalhar na escola é a Declaração Universal dos Direitos Humanos (Referência para quais valores trabalhar intencionalmente).

4º Aspecto
4 – As Relações Interpessoais

Respeito, Autoridade e Admiração.
A admiração é o sentimento que promove a identificação entre a pessoa respeitada e a que respeita.
Sentimentos muito fortes= respeito, autoridade e admiração.
Construir esse sentimento entre professores e alunos. O respeito que o aluno tem pelo professor, vem da admiração. Relação que precisa ser construída por meio do diálogo.
Relações democráticas se estabelecem por meio do diálogo.



5º Aspecto
5 – Auto-estima

Auto-imagem
Cada ser humano constrói de si uma imagem que julga representá-lo, com a qual se identifica e se confunde.
                   (Harkot-de-La- Taille, 1999)
Consciência
Em nossa consciência encontra-se a auto-imagem e o que cada um sente sobre si mesmo: auto-estima.

Uma pessoa para ser ética precisa acreditar em si, ter a auto-imagem positiva, levar isso para consciência, e é isso que a escola precisa fazer, reforçar a auto-imagem positiva dos alunos, sem discriminá-los, para não reforçar a auto-imagem negativa.

6º Aspecto
6- O auto-conhecimento

Sentimentos e emoções
Tomar consciência dos próprios sentimentos é essencial para a construção da ética e da democracia escolar.
“Eu preciso me conhecer e ter consciência do que sinto, ter clareza dos sentimentos.”
Discutir coletivamente em sala de aula sobre os sentimentos , para que os mesmos sejam entendidos.

7º Aspecto
7 – Gestão Escolar

Uma instituição em que as decisões sejam sempre centralizadas nas mãos de um pequeno grupo, em que as regras e o projeto acadêmico já se encontrem pré-determinados a partir dos valores e crenças de algumas pessoas não permite diálogo e a reorganização constante dos tempos e espaços, e a busca coletiva de novos e melhores caminhos para enfrentar os desafios cotidianos.
Na escola tradicional não existe diálogo, discussão, tudo vem pronto. Isso não é um espaço democrático e impede relações de diálogo e democracia dentro da escola, contribui para formação de sujeitos heterônomos.
Para vencer isso, deve-se estabelecer relações democráticas dentro da sala de aula, onde haja diálogo.

Vídeo-aula 3

O JUÍZO MORAL DA CRIANÇA
Prof.º Ulisses Araújo

Jean Piaget – Em 1932, Piaget, escreveu um livro sobre como se dá a construção da moral da criança.
Na 1ª página do livro, Piaget, faz uma afirmação, que permite entender o processo da construção moral pelas crianças.

Piaget, diz:
“Toda moral consiste num sistema de regras, e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras.”
Duas coisas chamam a atenção no trecho acima, a primeira é quando ele diz que a moral está vinculada às regras.
Pessoa moral = Cumpre regras da sociedade
Pessoa não moral (imoral) = não cumpre as regras da sociedade
Os valores humanos têm relação com o cumprimento das leis, normas e regras da sociedade.

A segunda coisa que chama a atenção é a palavra respeito. Respeito  é  diferente de obediência.
Internalizar o respeito, as regras de coletividade, sociedade, família, escola, etc.


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    Anomia                             Heteronomia                              Autonomia


Processo de desenvolvimento que todo ser humano passa desde o nascimento, saindo da anomia em direção a autonomia.

a= ausência, negação
nomia= nomus= regras

Toda criança leva um tempo para entender que existem regras, e esse entendimento se dá com a interação.
O recém nascido, por exemplo, está na anomia, ausência de regras, pois está aprendendo na interação com a família, num primeiro momento.
De acordo com Piaget a criança nasce num estado de anomia. Com o passar do tempo vai descobrindo que existem regras na sociedade e passa para o estado de heteronomia, a criança sabe que existem regras, coisas que ela pode fazer e que ela não pode fazer.
A sociedade diz a essa criança, coisas que ela pode fazer e coisas que ela não pode fazer e tem regras que são ditas pela família e outras pela religião.
A fonte das regras é variada, podem estar no pai, mãe, irmãos, escola, Deus, sociedade, etc. Por isso o termo hetero=vários.
As regras têm fontes variadas, e de acordo com Piaget, isso vai num ritmo de desenvolvimento tendendo a que as pessoas construam a autonomia.
Auto=é de si próprio, regras internalizadas e não impostas
O sujeito já sabe o que é errado, o que pode fazer e o que não pode fazer.
O processo pelo ponto de vista das relações com a sociedade, se dá através de tipos de relações.
De acordo com Piaget,
“O sujeito passa pelo estado da anomia até chegar na autonomia, através de dois tipos de relações. O primeiro é a relação de coação e segundo relações de respeito unilateral.”

Relação de coação: coagir através de uma lógica de instrumentos de coação que são utilizados pela sociedade, adulto, para mostrar as regras que a criança precisa seguir.

Respeito Unilateral: respeito de direção única, a criança precisa respeitar o pai, ou a mãe, ou o professor. Mas o professor, pai, mãe, não precisa respeitar a criança.

A criança precisa respeitar para não receber uma punição. O respeito é um sentimento e de acordo com Piaget, o respeito é um sentimento oriundo da coordenação entre dois outros sentimentos, o amor e o medo. Para um sujeito respeitar alguém tem que ter o mínimo de afetividade com aquela pessoa, senão somente se obedece para não receber punição.
Um segundo problema, de acordo com Piaget, é que em sociedades autoritárias, autocráticas, relação social, família, escola, geralmente as pessoas param seu desenvolvimento no estado de heteronomia porque só fazemos as coisas porque as pessoas mandam e não porque sabe o que é certo.

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Anomia                         Heteronomia                                Autonomia
                                       Coação                                           Cooperação
                                       Respeito Unilateral                     Respeito Mútuo

Segundo, Piaget, para trabalhar a autonomia com crianças, jovens e adolescentes, deve ser por outro tipo de relação, que não é o de coação e sim as relações de cooperação, em vez de respeito unilateral, ter o respeito mútuo.

Amor e Medo respeito Unilateral, a relação dialética entre amor e medo, o que prevalece é o medo da punição.
Respeito Mútuo o que prevalece é o amor (afetividade)

O que está por traz de tudo m isso, são as relações de cooperação, em vez da coação, trabalhamos no mesmo nível, trabalhar colaborativamente no mesmo processo.
Piaget utiliza o trabalho com regras, como um processo fundamental no desenvolvimento da criança, para que a criança construa o estado de autonomia.
Através de jogos cooperativos podem-se discutir regras, fazer acordos sobre regras, assim se aprende que existem regras no mundo, e trabalhar deforma cooperativa.

Um processo paralelo permite que cada criança saia do estado de anomia e chegue no estado de autonomia, que é o egocentrismo, pois precisa paralelamente acontecer a redução do egocentrismo.

Tem que o sujeito deixar de estar centrado nele mesmo para saber que existem outros dentro da sociedade e assim desenvolver a autonomia. Independência não é sinal de autonomia e sim de anomia.
Sujeito autônomo – internalizou as regras, sabe o que é certo e errado, ele não é egocêntrico, porque ele considera o coletivo nas suas ações, nos seus pensamentos.
Esse de acordo com Piaget é o sujeito moral, é a meta que se almeja para o desenvolvimento da criança.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vídeo-aula: 28

O professor não pode estar só. O espaço interdisciplinar e a comunidade
Prof.ª Jaqueline Amorim

Fonte: www.jianeevs.blogspot.com

Diagnóstico da situação, a intervenção e a parceria com a família, comunidade e profissionais da saúde.
A Constituição Federal de 1988 traz como princípio a "igualdade de condições para acesso e permanência na escola" e "direito de todos". Porém, na prática isso não acontece.
Com a inclusão na sala de aula o professor se encontra só e isso gera frustração ao professor. Essa questão de lidar com a frustração merece atenção.
O professor, sozinho, ainda que busque ajuda na equipe escolar de apoio, vê muitas vezes que não dispõe de recursos para atuar efetivamente na situação, vê seu esforço e o seu recurso esgotado no âmbito educacional e chega à conclusão de que aquela escola, aquele grupo já não pode mais fazer nada por aquele aluno. Assim, torna-se natural compreender que o aluno não tem recursos para estar ali.

Aluno e professor são responsabilizados, culpabilizados pelo insucesso, personificam-se as dificuldades e culpabilizam-se pessoas.  Assim acaba por ser excluído e o professor sente-se desvalorizado e desestimulado.

Mas afinal, quem pode ajudar nessa situação?

Para essa resposta surgem duas equipes: A equipe escolar e profissionais/equipe multidisciplinar. Cabe à escola acionar a equipe multidisciplinar.

A equipe interdisciplinar possibilita a ampliação das perspectivas e possibilidades, maneira de compreender o aluno com Necessidades Educativas Especiais  e a maneira de rever e compreender  o papel do professor (limites e possibilidades).

Sala de aula: o professor não esta só

A sala de aula precisa de professores com disponibilidade à mudança e à compreensão em favor do aluno, que esteja aberto a aprender e atualizar-se, compartilhar conhecimento,  que esteja disposto a compreender esse aluno com o apoio de outros profissionais, que enfatize aos pais os avanços alcançados e não só as dificuldades, que tenha disponibilidade de planejar aulas com o apoio da equipe de coordenação pedagógica e/ou de Educação especial.  
O professor pode e deve exigir que a equipe escolar cumpra o seu papel no estabelecimento de parcerias e acesso a serviços de suporte, a fim de que seus alunos sejam atendidos em suas necessidades espaciais. Nas e para além das educacionais.

Vídeo-aula: 27

O professor não pode estar só: parcerias dentro da escola.

Prof.ª Claúdia Helena Yazlle
www.vercompalavras.com.br

Diagnóstico da situação e a parceria com a escola como um todo, incluindo-se aí as demais crianças da classe e escola, os familiares, a coordenação e direção, além dos demais funcionários.
As mudanças que ocorreram nos últimos anos provocam a transformação dos docentes. A inclusão é um processo complexo que envolve inúmeros atores, protagonistas centrais.Antes, tínhamos um contexto, hoje temos outro.

Inclusão escolar
·         Lidar e articular as diferenças sociais econômicas, culturais e individuais (de desenvolvimento humano)
·         Trabalho em equipe / coletivo.
A inclusão envolve outras relações, da criança com os outros (diferentes sujeitos, em diversos contextos).

Famílias de criança  com Necessidades Educativas Especiais
·         Busca de aceitação e acolhimento do filho;
·         Estabelecimento de vínculos e relações sociais;
·         Autonomia e independência;
·         Busca de aprendizagem.

Demais famílias:
·         Receio de imitação e agressividade;
·          "perder" em aprendizagem;
·         Valorização da inclusão como princípio ético.
Professores:
ü  Dúvidas em relação ao “estar preparado”.
ü  Como garantir a aprendizagem?
ü   Como lidar com as diferenças?
ü   Disciplinas e regras: são as mesmas para todos?
ü  O professor deve mergulhar nesse processo de questionamento e buscar uma compreensão.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vídeo-aula: 26

Professor autor

Prof.º Gabriel Perissé
Fonte: www.helenavetorazo.blogspot.com

A aula aborda a terceira dimensão da formação docente: a autoria. Sendo que a Primeira dimensão é a Leitura: primeiro lemos, interagimos com o texto da vida; a segunda dimensão é a Reflexão: num segundo momento, e simultaneamente, refletimos, pensamos, assimilamos, e por fim a terceira dimensão é a Autoria: logo na sequência estamos criando, co-criando, produzindo, sendo autores.
A experiência da leitura pode questionar, ampliar, revolucionar, aperfeiçoar nossa visão de mundo e nos fazer criar um sistema pessoal de convicções, e isso  expressamos como autores.
A fala, ou seja, a linguagem esta unida ao pensamento, estamos, a todo tempo, falando, fabulando, conversando com os outros e conosco mesmos.
Nós falamos por conta própria a nos expressamos por conta própria.
Um profissional da educação que não é autor de suas ideias e ações, que não é responsável por aquilo que faz e que apenas obedece, de forma servil, não pode também ser um propiciador de autonomia.
Existe uma falha quando dizemos que formamos para autonomia e não temos autonomia em nosso próprio espaço de formação. O profissional docente precisa exercitar sua própria crítica e autonomia, tendo total liberdade de tomar suas decisões.
A autoria está muito ligada ao exercício da liberdade; o criador é livre, cria as próprias regras do seu fazer, entra em sintonia com o material que manipula. Este momento de grande autonomia, liberdade e sintonia devem estar presentes na sala de aula.
A autonomia do docente não se conquista sem um estilo de ensinar conquista à medida que trabalha e abre espaço a seu próprio estilo e personalidade.
Muitas vezes, infelizmente, os professores brasileiros são maltratados e permanecem calados, abnegados, tão sacrificados e na verdade deveriam ser líderes sociais, referências intelectuais da sociedade.
É necessário que o professor cause uma ruptura, uma surpresa, um certo desconforto, para que, assim, possa reconstruir o conhecimento com sua própria maneira de ver o mundo; ele deve surpreender-se e surpreender os outros, saindo, dessa maneira, da comodidade, do lugar-comum. É preciso criar novos âmbitos, novos espaços, novas ideias, criar convicções pessoais.  
Também é tarefa do professor atuar na internet, já que as crianças e jovens de hoje já nasceram no ambiente virtual, na chamada era digital. É importante que o professor autor atue na internet, crie seu espaço para interagir com pessoas de todas as idades, inclusive, com seus alunos, sempre, claro, lembrando-se de se manter nos limites da ética humana. 
“O mínimo que se exige é que cada professor elabore com mão própria a matéria que ministra.”
“Tal elaboração será uma síntese barata, se for reprodutiva, mas será criativa, se acolher tonalidade própria e construtiva.” (Pedro Demos. Futuro e Reconstrução do Conhecimento. Petrópolis, Ed. Vozes. 2004)
Falar em reconstrução, primeiro deve haver a ruptura, o desconforto, para poder cada um construir e criar novos âmbitos,
O docente deve compreender a importância da participação na web, a presença do professor é marcante na web, não podemos ficar a margem, devemos criar blogs, sites, estar nesse ambiente.
Nesse contexto: “Cabe ao professor educar a web, porque como qualquer âmbito de convivência, há de tudo, e o nosso papel como educadores não é só apenas dar a lição de casa, mas viver a nossa própria lição dentro  de todos ambientes e isso nos compromete muito mais. Não somos apenas cumpridores de tarefas, aulistas, temos um papel de liderança na sociedade.”
E as três ações triviais tão necessárias, da formação e da prática docente são ler, pensar e escrever (ser autor). E elas  coincidem com a nossa própria existência.

Vídeo-aula: 25

O Professor pensador

Prof.º Gabriel Perissé

A aula aborda a dimensão da reflexão na vida do professor.
O exercício da curiosidade, da reflexão e do diálogo com o extramental nos leva ao momento das decisões. O curioso é aquele que faz perguntas, que não se satisfaz com as primeiras respostas, que questiona as próprias causas, que tem uma inquietação intelectual, e isso é normal.
Primeiramente devemos ter o exercício da curiosidade, da reflexão do dialogo .
Pensamento vivo, dialogante, baseado na curiosidade.
O professor deve esclarecer as curiosidades de seus alunos, e instigar mais perguntas e curiosidades.
 A experiência da leitura pode questionar, ampliar, revolucionar, aperfeiçoar nossa visão de mundo e nos fazer criar um sistema pessoal de convicções.
Temos opiniões e achismos a respeito de tudo - o chamado intrusismo: pessoas das mais diferentes áreas profissionais sentem-se aptos a falarem sobre tudo e qualquer assunto; sem antes construir um sistema pessoal de convicção e não somente de ideias, que são conceitos aprofundados fortalecedores da nossa maneira de ver o mundo e nos comportar nele.
Quando devemos tomar uma decisão, a mesma deve estar baseada em uma convicção construída. Temos nessa questão um dos principais papeis da educação: transformar pessoas em seres ponderados.

“Tu és a tua própria lição de casa.” (Franz Kafka)

Quantas vezes vemos os alunos levarem para casa tarefa que são desgastantes e sem significado. O contrario é quando transformo a lição de casa em uma tarefa atraente, isso se torna significativo e concreto.
O docente deve fazer uma mediação e transformar a necessidade do aprendizado em prazer em conhecer.
 E isso consiste na pedagogia reflexiva que é não apenas na transmissão burocrática de conhecimento, mas em um verdadeiro encontro entre a iniciativa do professor e dos alunos, entre o talento, a vocação e a curiosidade do professor e o talento, a vocação e a curiosidade de seus alunos também.
A tarefa do educador é surpreender seus alunos, promover situações que gerem o prazer em aprender.

 “Se ler é assimilar, eu me transformo um pouquinho naquilo que li, eu apreendo e assimilo um pouco a visão de mundo e com isso amplio, revoluciono a minha visão de mundo.”
“Essa é a relação que há entre leitura e pensamento. Eu leio não apenas para decifrar, mas para compreender a leitura e o que vai além da leitura, para me compreender.”